Arquivo para março, 2010

Presente

leila Descobri com o tempo, a partir de minhas vivências de Biodanza, que  a  vida não é boa e nem má, que as coisas  não são  assim, definitivas. Descobri que a vida é! É e se expressa, para que tudo que seja vivo se expresse também. A dinâmica da vida é a expressão. Portanto aquele que não se expressa, não existe, não traz à tona suas novidades, não compartilha, apenas nasce e morre, não pode se tornar um presente!

Leila Maria Augusta de Almeida.

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O Mestre do Afeto

Invencibles

Invencibles

Aun sin esperanza,
tenemos toda la esperanza,
pues somos más tenaces,
que el mar contra los arrecifes.
Aun despedazados,
tenemos la integridad,
pues la muerte es el menor de nuestros males,
y sabemos renacer,
como las salamandras.
Aun abandonados, solos y perplejos,
tenemos la esperanza absoluta,
Nuestros fracasos nos tornan invencibles.

Rolando Toro Araneda

Nosso último encontro…

Receber o diploma das mãos do mestre…não tem preço!

O Milagre de Existir

DSCI2282Apesar de possuírmos a mesma natureza dos animais podemos, diferente deles, escolher ser ou lançar à vida as nossas sementes e sentir prazer ou dor ao vê-las nascer ou morrer. Sentimos coisas. A diferença entre cada um de nós e qualquer outro animal é a consciência, que nos vai sendo desperta durante toda vida, através de nossas vivências.
A consciência de que estamos vivos e a consciência de que um dia vamos morrer é fator preponderante. Quando nascemos recebemos aquela certidão que nos qualifica à vida e à morte. Vivemos, literalmente, essa vida, entre duas certidões: a de nascimento e a de óbito. Isso se dá no período curtíssimo de cem anos, que é muito pouco, e ainda hoje, não nos damos conta do milagre que é existir!

Leila Maria Augusta de Almeida.

Brasilidade

Ser brasileiro, identidade fortalecida pela diversidade. Mistura de raças. Mistura das misturas. Mistura das misturas das misturas das misturas… Nenhum povo do mundo nos é estranho.
Nosso ritmo: o samba, que finca nossos passos na terra e que abre nossos braços para a vida…Êta ritmo anti-depressivo e aglutinador. Com ele iniciamos a roda …
Assumimos a grandeza de ser o que somos, caminhando no ritmo de nossa brasilidade, onde os quadris fazem toda a diferença…
Ao entrarmos em contato com nosso potencial criativo aceitamos o novo, nos despedimos com reverência daquilo que já foi e partimos para a evolução…
Sem medo…expressamos essa identidade no centro da roda e embriagamos uns aos outros com nossos movimentos…
Nos compactamos num bloco afetivo e sensível. Podemos nos misturar na multidão…E, emaranhados nesse indiferenciado encontrar alguém…Então, sentados frente a frente, mergulhamos nossa identidade nas mãos do outro, detentor de todas as possibilidades e arquétipos…e nos alimentamos da abundância da vida…
E, a partir daí, afetuosamente, nos acolhemos em abraços que confirmam nossa humanidade…
Para que possamos nos despedir cantando e dançando a vida que: “É bonita, é bonita e é bonita…”

Leila Maria Augusta de Almeida.

Por uma estética antropológica

Somos grandes obras de arte.

Verdadeiros poemas inacabados.

Únicos, insubstituíveis e intrinsecamente belos.

É sempre tempo de pormos um pouco mais de

beleza, alegria , humor, amor  em nós.

Somos os construtores desse poema, precisamos resgatar toda a nossa capacidade expressiva para que, saindo da mecanicidade, transformemos nossas vidas

em pura expressão de nós mesmos, em pura poesia.

A proposta de Biodanza consiste em permitir a expressão dos impulsos criadores naturais e em despertar um sentimento amoroso de beleza em cada participante.

Rolando Toro nos fala de uma Estética Antropológica, onde em movimentos sensíveis de intimidade conosco, com o outro e com o meio ambiente valorizamos esse sentimento poético que nasce na beleza do olhar, dos gestos, dos atos plenos de sentido. Na valorização da beleza da vida!

Leila Maria Augusta de Almeida.Por uma estética