Arquivo de setembro, 2011

Mãe Natureza

Sou muito grata à praia do Forte de Cabo Frio, um verdadeiro presente em minha vida. Lá vivi coisas incríveis. Experiências que se encontram tatuadas por todo meu corpo e em todos os meus sentidos. Mas essa já é uma outra história…
No tempo que vivi esse contato com a natureza de Cabo Frio diariamente, minha energia era diferente, fui confundida várias vezes na praia com mães. Muitas crianças me buscavam e apenas quando olhavam para o meu rosto percebiam que eu não era quem elas esperavam que fosse. Energia da mãe que saía pelos meus poros!

Natureza

A natureza é abundante, sábia, maravilhosa e levou bilhões de anos para chegar nesse ser impressionante que é o ser humano. Mas, para ser humano não basta apenas nascer humano, é preciso conviver com humanos. Se essa convivência não se dá, podemos nos transformar em qualquer coisa. Mas se tem uma coisa que eu me recuso é ser “qualquer coisa”! Portanto, para entrar em contato com minha humanidade preciso me relacionar com outros seres humanos. É uma conta simples como qualquer outra de adição e subtração: quanto mais me relaciono mais enriqueço minha humanidade e minha vida. Porém, se me relaciono pouco, me torno ensimesmado e vou empobrecendo, secando e ressecando tudo em mim e à minha volta. Relacionar-se é o maior desafio e a maior riqueza do homem, nosso maior presente.

Certidões

Apesar de possuírmos a mesma natureza dos animais, podemos, diferente deles, escolher ser ou lançar para a vida as nossas sementes e sentir prazer ou dor ao vê-las nascer ou morrer. Sentimos coisas. A diferença entre cada um de nós e qualquer outro animal é a consciência que nos vai sendo desperta durante toda vida, através das nossas vivências.
A consciência de que estamos vivos e de que um dia vamos morrer é fator preponderante. Quando nascemos recebemos aquela certidão que nos qualifica à vida e à morte. Vivemos essa vida, literalmente, entre duas certidões: a de nascimento e a de óbito. Isso se dá no período curtíssimo de cem anos, o que é muito pouco.

E mesmo assim, ainda hoje, não nos damos conta do milagre e do presente que é existir!

Leila Maria Augusta de Almeida.