Arquivo para outubro, 2011

Video de parte de uma aula de Biodanza.

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Educação e mudança

Infelizmente, não conseguimos mais sentir a vida como um presente. Não conseguimos mais nos acoplar ao seu movimento, por isso o stress, uma síndrome de adaptação, nos acomete em sua expressão negativa. A vida vai para um lado e escolhemos ir para outro, e assim não há encontro possível. Não ressoamos. Queremos dominar a vida, o que é uma missão impossível. Não somos onipotentes, sendo esse estado de onipotência difícil de carregar. Somos células de um organismo maior, a espécie humana. Somos um universo em relação com outros universos, cuja natureza mínima é una.
Somos holográficos e habitamos um imenso holograma vivo, tudo que vive se relaciona, interfere e é interferido. Esse fato se dá em todos os âmbitos de nossa vida, porém o espaço onde mais sofremos stress é em nosso campo de trabalho, e aquele que deveria ser a expressão de nosso mais formoso potencial, pode se tornar um fardo. O stress poderia ser um aliado, mas se torna um vilão porque não aceitamos a natureza da vida, não nos preparamos e não nos colocamos disponíveis para a relação com a natureza da vida: a impermanência.
A todo momento, dentro do ouvido, nosso labirinto nos conecta com o ambiente e recoloca-nos em uma posição de harmonia. Assim deveríamos nos relacionar com a realidade: nos colocando e recolocando no ambiente em ressonância com a música que a vida oferece e dançando em conexão profunda com ela e com quem, ou o quê, se apresentasse para a dança. A dança se dá num absoluto aqui e agora! Isso não quer dizer que não devo me preparar para a vida. Porém, me preparar para a vida não deveria ser estudar até os dezoito anos um conteúdo para aplicar numa única prova, a qual me daria o direito de ser alguém. Me preparar para a vida deveria me fortalecer enquanto ser humano.
É urgente inserir vida nas escolas, numa educação pautada na vida, que nos conecte com a grandeza de ser humano e com a capacidade de dar conta do aqui e do agora. Não para continuar tentando dominar a vida, dominar o outro, dominar o mercado, mas para nos inserirmos dentro desse contexto vivo como natureza que somos e buscarmos uma existência saudável, consciente e presente! Viva a Educação Biocêntrica!