Arquivo de abril, 2013

Colocando as mãos na vida…

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“Tatiando a argila, como um cego no começo do mundo, apalpando suas entranhas úmidas, o escultor revela um sonho…as formas se aglomeram no pantano dos primeiros atos, disseminando novas formas, articulações…Um ser monstruoso gera um anjo…A carícia é resgatada do caos eterno, surge então uma beleza indescritível, como da primeira vez”
Rolando Toro.

“Ah…eu quero quero tanto, que você me aceite do jeito que eu sou”…

Estar, integrar, pertencer a um grupo de Biodanza. Entrar em contato com tudo que foi ou é referência de você. Caminhar a partir de suas próprias referências, para poder transcender, trocar afeto, trocar referências. Dançar essas trocas e essas novas referências.

Refletir. Despertar e ser despertado pela alegria do encontro. Relacionar nossas referências através de nosso tônus.

Nos unirmos num embalo que acolhe e permite que possamos cantar nosso próprio nome e o nome dos companheiros; a referência que nos acompanha toda a vida….Doce canção,essa!

Então, aos poucos, revelamos uns aos outros nossos ocultismos…aquilo que não nos é permitido enxergar sózinho. Sombras, pontos negros inacessíveis…invisíveis…e nós espelhos uns dos outros para ver o invisível, sentir e refletir consciência.

Aceitando-nos e enternecendo-nos de nós mesmos. Guardando nos olhos cada momento,cada presença.

“Ah…eu quero quero tanto, que você me aceite do jeito que eu sou”…

Leila Maria Augusta de Almeida.

 

http://http://youtu.be/-uUthIi0mTY

 

Delimitação…

??????????????????????????????????????????????Delimitação…
Ocupação ativa…
Defensoria…
Espaços…
Sacralidades defendidas a unhas e dentes…
Sobrevivência…
Mijar os quatro cantos…
Todos os cantos…
Fechar um círculo vital…
Proteger…
Cuidar…
Amar…

Leila Maria Augusta de Almeida.

Rolando…Minha Eterna Gratidão!

Frankenstein…

Meu poema fragmentado…
de tantos seres amputado….
de tantas partes remendadas…
de um todo que não fazia parte…
de uma parte…
de um todo …
esquizofrenizado…
Tu és minha grande lição…
Meu grande amor.
Me compadeço de ti…
É a partir de tua identidade que construo a minha…
Te sentias devedor..por ter tido um criador…
Permitiste com isso, meu grande amor…
Que outros te identificassem…
Te julgassem…
Te impusessem partes…conceitos…
Eras muito mais forte que eles…mas não percebias…
No teu valor, assumo meu valor…
No teu desleixo contigo, assumo meu compromisso comigo…
Me assumo inteira…
Responsavelmente minha…
Amorosamente tua…
Ao te sentir eternamente meu…
Me sinto eternamente tua…

Leila Maria Augusta de Almeida.

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Biodanza Cabo Frio

Meus queridos alunos, estaremos nos reunindo, novamente para dançar a vida, no próximo dia 22 de abril, no mesmo local, no mesmo horário.

No Portinho, na rua Berilo, n 4. Das 20:00 às 22:00.

Pra gente se ver, se rever, se relacionar, se enriquecer…

Você, que não pôde estar no primeiro encontro será muito bem vindo!!!!

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A alma do Samba é redonda…

 

DSCI1042“Se o samba tem uma alma, uma coisa se pode dizer dela: é redonda. A Roda de Samba antecede o samba e é sua matriz física. Não foi o samba que criou a roda, mas o contrário. Ao longo de sua existência, o Samba incorporou instrumentos, alterou formas e harmonias, criou novos estilos e sofreu uma série de outras modificações. Mas a Roda permaneceu. O pesquisador Roberto Moura, em 2004, escreveu um livro sobre a Roda de Samba (No Princípio, era a roda: um estudo sobre samba, partido alto e outros pagodes. Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2004), em que ele diz que seu código se funda na família, na amizade, na lealdade, na pessoa e no compadrio. A Roda é, portanto, um ambiente pessoal e coletivo. A música que soa na Roda é produzida verdadeiramente em conjunto. A Roda instaura um ambiente musical que não separa música e vida, lazer e produção, convertendo-se em mais do que apenas um evento musical, mas uma opção política, um modo de vida, que inclui desde círculos de amizade até vestimentas, comidas, bebidas, gestos, discursos, expressões, entre outros. Em outras palavras, a Roda instaura uma comunidade de pessoas em redor da música. A Roda é, também, uma opção política, pois esse rico ambiente musical oferece a seus componentes a possibilidade de adotar uma postura perante a vida, a comunidade, a cidade, a música, a nação. Muitos músicos realizam essa entrega total à música, de modo que o Samba se torna sua principal marca identitária.

Por isso, a Roda é tão louvada entre sambistas. É nela que o samba é criado e recriado, é nela que os conhecimentos ancestrais são transmitidos às novas gerações para que elas possam dar continuidade à tradição. É a Roda, informal, alegre, dos amigos, da comida, da cerveja e da cachaça, o templo sagrado do samba, onde as melodias se entoam em feitio de oração.”