Minha aluna linda, Gisele Mello!

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Sobre a importância de continuar a dançar em momentos difíceis…

Em diversos momentos da vida passamos por dificuldades. Diversas são as razões que fazem as pessoas reclamarem tantos dos desafios. A primeira, talvez, seja a imprevisibilidade. Na ilusão de que tudo podemos controlar nos descontrolamos quando algo inesperado surge. Se vier acompanhado com um teor de algo classificado como “negativo”, mais intenso o sofrimento.

Quando a reação de medo decorrente do inesperado é muito grande, paralisamos. Ficar quietinho, de preferência cavar um buraco no chão, parece a saída mais certa. ‘Quem sabe não posso esperar essa situação toda passar?’ Muitos de nós, inclusive eu, escolhem se recolher numa tentativa vã de fazer a vida parar.

Mas a vida não para. E estacionar nesse momento, ao contrário do que parece, é a pior decisão a ser feita. Em minhas aulas de Biodanza ouvi minha didata diversas vezes dizer que Rolando Toro sugeria continuar dançando mesmo em meio ao caos. Dançar por cima dos escombros daquilo que foi destruído. Fazer o possível com aquilo que está sendo ofertado.

Eu não entendi o que isso significava até pouco tempo atrás. Diversas vezes, quando a vida ficava muito difícil, a primeira coisa que fazia era deixar de ir as aulas, francamente prazerosas para mim, como se concentrar no problema ou na minha dor trouxesse uma solução mais rápida.

Tomar a decisão de continuar celebrando a vida mesmo quando a vida em si parecia um caos foi uma decisão difícil, mas certamente a melhor que fiz nos últimos meses. A primeira coisa que você aprende é que tudo é uma fase. Sei que ouvimos isso diversas vezes ao longo da vida, e parece clichê, mas em determinado momento é realmente necessário ponderar que momentos ruins não são eternos e que, se forçar a memória, é provável que consiga lembrar de ciclos recentes que foram prazerosos e com desafios menos intensos (isso é, se sua vida não anda um caos completo. Porque se andar precisaremos reavaliar algumas coisas).

O segundo aprendizado é que se você continua em movimento, a vida continua a se movimentar e há chances maiores de as soluções aparecerem com mais rapidez. E que haja lucidez suficiente dentro do seu ser para enxergar quando elas aparecerem. Depois que a fase mais tensa tiver amenizado, você perceberá que saiu da situação mais sábio e satisfeito do que entrou.

A vida é dinâmica. Dizem que precisamos ter jogo de cintura para nos sairmos bem. É verdade. Minha cintura se mexe de todas as maneiras possíveis toda quarta-feira à noite. Mas não se enganem. Continuar dançando não precisa significar necessariamente fazê-lo dentro de uma aula de Biodanza, por mais apaixonada que eu seja pela prática. Pode significar continuar dançando, cantando, pintando, rindo, encontrando pessoas ou fazendo qualquer coisa que te traga de volta à vida.

Eu danço a vida porque amo dançar e porque amo a vida. E se você sente que tudo anda difícil demais… experimente dançar com prazer. As soluções podem chegar com uma suavidade maior do que você jamais experimentou. 🙂 😉

Gisele Mello.

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